O roubo de cargas na logística brasileira apresentou uma redução relevante nos últimos anos. Após atingir um pico de 26 mil ocorrências em 2017, o número caiu para 8,6 mil casos em 2025, representando uma queda de aproximadamente 67%.
À primeira vista, o movimento é positivo. No entanto, quando analisado de forma mais aprofundada, ele revela avanços importantes, mas também desafios que ainda persistem.

A queda nas ocorrências não aconteceu por acaso. Pelo contrário, ela reflete um conjunto de ações coordenadas ao longo dos anos.
Entre os principais fatores, destacam-se:
Assim, o ambiente operacional se tornou mais estruturado e preparado para lidar com esse tipo de ameaça.
Apesar da redução, o roubo de cargas na logística continua concentrado em regiões específicas.
Estados como Rio de Janeiro e São Paulo ainda representam uma parcela significativa das ocorrências. Portanto, o risco não está distribuído de forma homogênea.
Isso significa que operações que passam por essas regiões continuam mais expostas, exigindo atenção adicional no planejamento.
Mesmo com a queda nos números, o impacto operacional dos roubos permanece relevante.
Na prática, essas ocorrências geram:
Além disso, há um efeito indireto importante: o aumento da complexidade na gestão das operações, especialmente em rotas críticas.
O roubo de cargas na logística afeta simultaneamente diferentes dimensões da operação.
Por um lado, ele pressiona os custos, seja por meio de seguros mais caros ou investimentos em mitigação. Por outro, impacta o nível de serviço, com atrasos e rupturas.
Consequentemente, empresas precisam equilibrar:
Diante desse cenário, a gestão de risco deixa de ser uma função isolada e passa a fazer parte do planejamento logístico.
Portanto, decisões como:
precisam considerar o risco de ocorrência de roubos.
Assim, o planejamento se torna mais robusto e aderente à realidade.
Embora a queda de 67% seja significativa, ela não elimina o problema.
Pelo contrário, reforça a necessidade de manter e evoluir estratégias de mitigação, especialmente em regiões com maior exposição.
Além disso, a dinâmica do risco pode mudar ao longo do tempo, exigindo monitoramento constante e adaptação das operações.
O roubo de cargas na logística vem apresentando redução consistente nos últimos anos. No entanto, seus impactos continuam relevantes para custos, nível de serviço e gestão operacional.
Por isso, incorporar a análise de risco ao planejamento logístico não é apenas uma medida preventiva. Trata-se de uma decisão estratégica para operações que buscam maior previsibilidade e eficiência.
Se sua operação precisa estruturar decisões logísticas mais seguras e baseadas na realidade, entre em contato conosco.
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