Planejamento de última milha é o processo de decidir, com base em dados, como uma operação vai atender seus clientes no trecho final da entrega: quantos veículos usar, onde localizar pontos de cross-docking e como distribuir a frota entre regiões. Segundo o estudo Last Mile Experts 2024, esse trecho pode representar até 65% do custo total de transporte de uma operação de distribuição, um peso que cresce junto com o comércio eletrônico e a exigência por entregas cada vez mais rápidas no Brasil.
Planejamento de última milha é o conjunto de decisões técnicas que definem como uma empresa vai levar o produto do centro de distribuição até o cliente final, com o menor custo possível e sem comprometer o prazo de entrega. Isso inclui o dimensionamento da frota, a localização de instalações intermediárias (como pontos de cross-docking) e o desenho das rotas de distribuição.
Diferente da roteirização, que resolve o problema no dia a dia, rota por rota, o planejamento de última milha atua na camada estratégica e tática: decide a estrutura antes de ela virar operação.
A última milha é o trecho mais caro porque concentra baixa densidade de entrega, alta frequência de paradas e forte exposição a variáveis urbanas: trânsito, restrição de circulação e falhas na primeira tentativa de entrega. Segundo o Last Mile Experts 2024, essa etapa pode representar até 65% do custo total de transporte em uma operação de distribuição.
O crescimento do comércio eletrônico intensifica esse peso: mais pedidos, mais pontos de entrega dispersos e prazos cada vez mais curtos pressionam uma etapa que já era estruturalmente cara.
A complexidade do planejamento de última milha vem do número de variáveis que precisam ser equilibradas ao mesmo tempo e que mudam de região para região, de mês para mês.
São variáveis demais para planilha e experiência acumulada resolverem sozinhas, o que explica por que decisões de rede, muitas vezes, são herdadas de um desenho antigo em vez de testadas contra a operação atual.
Ferramentas de otimização algorítmica otimizam o planejamento de última milha ao modelar o custo de toda a cadeia, da coleta à entrega final, e simular, matematicamente, qual configuração de frota e rede gera o menor custo sem comprometer o nível de serviço.
É o caso do OPTMILE, desenvolvido pela INPO. A ferramenta usa um algoritmo multiobjetivo capaz de considerar, ao mesmo tempo, custo financeiro e impacto ambiental, avaliando, quando fizer sentido, alternativas como veículos elétricos ou entregas por bicicleta. A partir do tamanho médio de cada entrega (drop-size), o modelo indica qual veículo custa menos para atender uma região sem furar o prazo.
Segundo Cauê Guazzelli, diretor da INPO, um padrão observado em dezenas de projetos de otimização é que a solução ideal raramente corresponde à expectativa inicial das equipes: em diversas operações, o maior ganho não está na localização das instalações, mas no seu dimensionamento. Como resume o especialista: “O modelo não confirma hipótese. O modelo revela o que você não estava enxergando.”
Um planejamento de última milha bem estruturado precisa responder a quatro perguntas centrais antes de qualquer mudança ser colocada em prática:
O resultado desse processo é um número que toda operação deveria ter em mãos e poucas têm: o custo real por entrega, região a região.
Simular cenários de última milha significa testar o impacto de uma decisão (trocar de fornecedor de frota, abrir um novo centro de distribuição, absorver uma mudança de demanda) antes de aplicá-la na operação real. Softwares como o OPTMILE permitem que equipes de planejamento façam essa comparação com interface própria, sem depender de um time técnico dedicado.
É a diferença entre descobrir o erro na planilha ou descobri-lo no fim do mês, já pago.
Sim. Em um projeto de otimização de malha urbana com centenas de rotas diárias e operação com produtos sensíveis ao tempo de entrega. A metodologia de última milha da INPO gerou uma redução de 17,9% no custo operacional, resultado premiado pelo Abralog, uma das principais premiações do setor logístico brasileiro.
O que é planejamento de última milha?
É o processo de decidir, com base em dados, como uma operação vai atender seus clientes no trecho final da entrega em vez de basear essas escolhas em intuição ou planilha. Isso inclui dimensionamento de frota, localização de cross-docking e desenho de rotas.
Quanto custa a última milha em uma operação de distribuição?
Segundo o Last Mile Experts 2024, a última milha pode representar até 65% do custo total de transporte de uma operação de distribuição.
Como reduzir o custo da última milha?
Reduzir o custo da última milha passa por testar, com dados, decisões de dimensionamento de frota, localização de instalações e desenho de rotas, em vez de mantê-las como foram herdadas. Softwares de otimização, como o OPTMILE, simulam esse impacto antes da execução.
O que é cross-docking na última milha?
Cross-docking é um ponto intermediário de transbordo entre o centro de distribuição e o cliente final. Ele é usado para reorganizar cargas e reduzir distância e custo de deslocamento.
Frota própria ou terceirizada: qual escolher na última milha?
Não existe resposta única. O mix ideal entre frota própria, terceirizada e spot varia por região e por sazonalidade de demanda. Ferramentas de otimização calculam esse equilíbrio a partir do custo real de cada configuração, região a região.
O OPTMILE, ferramenta de planejamento de última milha da INPO, transforma essas decisões em cenários testados matematicamente antes da execução operacional. Saiba mais sobre o OPTMILE e converse com o time da INPO sobre a sua operação.
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