Como uma abordagem estruturada de Network Design, combinando conhecimento da operação, exploração de hipóteses e modelagem matemática, apoiou decisões mais precisas na rede logística da Leroy Merlin.

Projetar ou revisar uma rede logística exige mais do que analisar grandes volumes de dados e executar uma modelagem matemática. Antes de encontrar uma solução, é preciso entender o problema que está sendo resolvido.

Foi a partir dessa premissa que a Leroy Merlin conduziu, em parceria conosco, um projeto de Network Design voltado à análise de sua operação logística.

Ao compartilhar sua experiência sobre o projeto, Patrícia Bello, SupplyChain Transformation Director da Leroy Merlin à época, destacou três fatores como fundamentais para o sucesso da iniciativa: a metodologia de abordagem do problema, a flexibilidade na avaliação das hipóteses e a capacidade de adaptação do software às particularidades da operação.

O que é Network Design?

Network Design é o processo de análise e planejamento de uma rede logística para apoiar decisões estratégicas sobre sua configuração e operação.

A metodologia permite avaliar diferentes cenários e entender como mudanças na estrutura da rede podem impactar custos, níveis de serviço, fluxos e demais indicadores relevantes para o negócio.

Na prática, porém, uma boa modelagem depende da qualidade das premissas utilizadas.

Por isso, antes de transformar o problema em um modelo matemático, é necessário compreender como a operação funciona na realidade.

O desafio: entender a operação antes de modelar

Em projetos tradicionais de Network Design, é comum que a análise comece pela coleta e processamento de grandes volumes de dados, seguida pela construção de um modelo matemático.

Entretanto, no projeto realizado com a Leroy Merlin, a abordagem foi diferente. Durante aproximadamente dois meses e meio, as equipes se dedicaram a compreender a operação, conversar com diferentes profissionais, levantar hipóteses e investigar situações diretamente no campo. Esse período de exploração permitiu identificar aspectos da operação que poderiam não aparecer apenas na análise dos dados.

Assim como explica Patrícia:

“A gente se aprofundou na operação, a gente conversou com muita gente, a gente levantou muitas hipóteses, inclusive no campo, para então a gente partir para uma modelagem matemática que fosse mais assertiva.”

A lógica é simples: quanto melhor o problema for compreendido, mais aderente tende a ser o modelo utilizado para analisá-lo.

1. Uma metodologia que começa pelo problema

Um dos principais diferenciais apontados pela Leroy Merlin foi justamente a metodologia que nossa equipe utilizou. Em vez de partir diretamente para a modelagem, o projeto começou com uma etapa de investigação da operação.

Assim, essa etapa permitiu:

  • compreender os processos existentes;
  • conversar com as pessoas envolvidas na operação;
  • levantar hipóteses sobre os principais problemas;
  • investigar essas hipóteses no campo;
  • identificar quais variáveis a empresa realmente deveria considerar no modelo;
  • e, somente então, estruturar a modelagem matemática.

Essa sequência ajuda a evitar um problema comum em análises complexas: construir um modelo matematicamente sofisticado para responder à pergunta errada.

No Network Design, a modelagem é uma ferramenta para apoiar a decisão. Por isso, ela precisa representar adequadamente a realidade que está sendo analisada.

2. Flexibilidade para testar e revisar hipóteses

Outro ponto destacado no projeto foi a flexibilidade durante a investigação.

Ao longo da análise, algumas hipóteses inicialmente consideradas relevantes deixaram de fazer sentido diante das evidências encontradas.

Isso faz parte de um processo de análise bem estruturado.

Em vez de tratar as premissas iniciais como definitivas, o projeto permitiu revisá-las à medida que novas informações surgiam.

“Algumas coisas que a gente imaginava que eram relevantes no início não se mostraram assim. Então, com isso, a gente conseguiu atacar os problemas de uma forma mais apropriada.”

Essa flexibilidade é especialmente importante em projetos de desenho de malha porque redes logísticas são sistemas complexos, influenciados por diferentes variáveis e restrições.

Testar hipóteses significa transformar percepções iniciais em perguntas que podem ser analisadas.

E, quando os resultados mostram que uma hipótese não explica o problema, podemos rever antes que a decisão seja tomada.

3. Software adaptado às particularidades da operação

O terceiro fator destacado pela Leroy Merlin foi a capacidade de adaptação do software utilizado no projeto.

Nós desenvolvemos nossas próprias ferramentas para apoiar projetos de desenho de malha e Network Design. Dessa forma, adaptamos o modelo às características específicas de cada operação.

Em um projeto dessa natureza, essa flexibilidade é relevante porque nem toda empresa possui a mesma estrutura, os mesmos fluxos, as mesmas restrições ou os mesmos critérios de decisão.

Segundo o depoimento da Leroy Merlin:

“Por contar com o software próprio, a INPO tem sido capaz de contemplar particularidades da operação da Leroy Merlin e fazer recomendações e simulações de cenários de uma forma muito precisa.”

O software, portanto, não é tratado como uma solução isolada. Ele faz parte de uma metodologia que combina conhecimento da operação, análise de dados, modelagem matemática e simulação de cenários.

Da realidade operacional à simulação de cenários

Uma das principais funções do Network Design é permitir que diferentes configurações da rede sejam analisadas antes da tomada de decisão.

Isso significa transformar perguntas estratégicas em cenários que podem ser comparados.

Por exemplo:

  • O que acontece se você não alterar a configuração atual da rede?
  • Como diferentes alternativas de atendimento podem impactar a operação?
  • Quais características da rede realmente influenciam o resultado?
  • Quais hipóteses você deve considerar na análise?
  • Como diferentes cenários se comportam diante das restrições existentes?

Ao combinar investigação operacional e modelagem matemática, a análise deixa de olhar apenas para o cenário atual e passa a explorar alternativas possíveis para a rede.

O que esse case mostra sobre Network Design?

A experiência da Leroy Merlin reforça um ponto importante: Network Design não começa no software. Começa na compreensão do problema.

Dados e modelos matemáticos são fundamentais para uma análise estruturada, mas sua qualidade depende das perguntas que orientam o estudo e das premissas utilizadas.

No projeto, a sequência adotada foi:

Entender a operação → levantar hipóteses → investigar → validar premissas → modelar → simular cenários → apoiar decisões.

Essa abordagem permite que a empresa conecte tecnologia à realidade operacional e construa simulações de acordo com as particularidades de cada negócio.

INPO e Leroy Merlin: tecnologia aplicada à decisão logística

O projeto de Network Design realizado com a Leroy Merlin mostra como uma combinação entre metodologia, conhecimento operacional e tecnologia pode estruturar análises mais aderentes à realidade de uma empresa.

Para nós, o software é parte de uma abordagem mais ampla: transformar problemas complexos de logística em modelos que permitam analisar alternativas, testar cenários e apoiar decisões de forma estruturada.

Como resumiu Patrícia em seu depoimento: a experiência foi positiva e resultou em uma recomendação da nossa empresa como parceira comercial.

Quer entender como aplicar Network Design à sua operação?

A INPO desenvolve projetos de desenho de malha logística combinando consultoria, modelagem matemática e tecnologia própria para analisar diferentes cenários e apoiar decisões sobre redes de distribuição.

Fale conosco e conheça nossa abordagem para projetos de Network Design.

Quer saber mais sobre a experiência da Leroy Merlin?

Então, confira o vídeo completo de Patrícia Bello, da Leroy Merlin, em nosso canal:

▶️ Confira o depoimento completo de Patrícia Bello no canal da INPO

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