O frete de retorno é a carga que o caminhão transporta na viagem de volta, depois de entregar a mercadoria no destino. Em vez de voltar vazio, o veículo gera receita nos dois sentidos. Por isso, o frete de retorno virou um tema central no planejamento de transporte. Neste artigo, você vai entender como ele funciona, quais são os benefícios e como planejar essa etapa na prática.
Frete de retorno é o transporte de uma carga no trecho de volta do veículo, entre o destino da entrega e a origem ou a próxima base. O mercado também usa o termo backhaul para esse conceito. Assim, o transportador aproveita uma viagem que normalmente sairia sem carga.
Já a viagem de ida, com a carga principal, recebe o nome de headhaul. Portanto, o frete de retorno complementa a rota inteira e dilui o custo do trajeto completo.
O processo segue quatro etapas básicas:
Além disso, o frete de retorno costuma custar menos para o embarcador. Afinal, o transportador já cobriu parte do custo da viagem. Como resultado, os dois lados ganham: o embarcador paga menos e o transportador aumenta a receita.
Muitas operações não conseguem encaixar uma carga na volta. Os motivos mais comuns são:
Por isso, a viagem vazia raramente nasce de um único problema. Na maioria dos casos, ela resulta de decisões separadas que ninguém conecta.
O frete de retorno traz ganhos em custo, eficiência e sustentabilidade:
Além disso, esses ganhos se acumulam. Quanto mais rotas a empresa otimiza, maior o impacto no resultado da operação.
Um bom plano combina dados, regras de operação e simulação. Siga estes passos:
Como mostramos em nosso conteúdo sobre planejamento de transporte, os dados do dia a dia e a realidade da operação precisam andar juntos. Sem isso, o plano fica distante do que o motorista encontra na estrada.
Acompanhe estes indicadores para saber se o plano funciona:
Esses números mostram onde a empresa perde dinheiro. Além disso, eles ajudam a priorizar as rotas com maior potencial de melhoria.
Com muitas rotas, veículos e restrições, o planejamento manual perde eficiência. Nesse caso, um software de otimização cruza a demanda de ida e de volta e sugere as melhores combinações. O SPOT-C, da INPO, por exemplo, atua justamente na otimização de backhaul. A ferramenta ajuda a reduzir o trajeto vazio e a aumentar a ocupação da frota.
Além disso, a simulação permite testar cenários antes de executar. Dessa forma, a equipe decide com base em dados e não em tentativa e erro. Para ampliar a visão de custo e impacto ambiental, veja também como calcular e reduzir a pegada de carbono na logística.
Sim. Backhaul é o termo em inglês usado no mercado de logística para o frete de retorno. Os dois nomes descrevem a carga transportada na viagem de volta do veículo.
O embarcador que contrata o transporte da carga de volta paga o valor combinado. Normalmente, esse valor sai menor que o de um frete de ida, porque o transportador já cobriu parte do custo da viagem.
Comece mapeando os fluxos de ida e volta e identificando as rotas com desequilíbrio. Depois, cruze as janelas de tempo e as restrições dos veículos. Por fim, use simulação ou um software de otimização para testar as melhores combinações.
Sim. Quando o caminhão transporta carga nos dois sentidos, a empresa emite menos CO₂ por tonelada transportada. Portanto, o frete de retorno também contribui para as metas de sustentabilidade da operação.
O frete de retorno transforma uma viagem de volta que daria prejuízo em uma oportunidade de ganho. Para aproveitar essa oportunidade, a empresa precisa de dados, de planejamento e de uma visão completa da rota. Assim, ela reduz custos, aumenta a ocupação da frota e diminui o impacto ambiental. Quer reduzir as viagens vazias da sua operação? Fale com a equipe da INPO e conheça o SPOT.C.
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