O desenho de malha logística define onde ficam fábricas, centros de distribuição e estoques, e como os produtos chegam até o cliente. Por isso, ele influencia diretamente o custo total e o nível de serviço da operação. Neste artigo, você vai entender o conceito, os dados necessários e as etapas de uma análise bem estruturada.
Desenho de malha logística é o estudo que define a estrutura da rede de uma empresa: quais unidades existem, onde ficam, qual é a função de cada uma e como as mercadorias circulam entre elas. O objetivo é equilibrar custo, prazo e nível de serviço.
Além disso, esse estudo não serve apenas para quem está começando uma operação. Empresas já estabelecidas também revisam a rede quando a demanda se desloca, quando surgem novos canais ou quando os custos mudam. Dessa forma, a estrutura acompanha a realidade da operação.
A revisão faz sentido quando algo relevante muda na operação: crescimento ou queda de demanda, entrada de novos clientes ou regiões, alteração nos custos de frete e armazenagem, ou piora nos prazos de entrega.
Alguns sinais indicam que o momento chegou:
Portanto, vale tratar a revisão como uma rotina de planejamento, e não como uma resposta a crises.
Um estudo de malha precisa de quatro grupos de dados: demanda, custos, restrições e níveis de serviço. Se algum deles estiver incompleto, o resultado perde confiabilidade.
Além disso, a qualidade dos dados importa tanto quanto a quantidade. Por exemplo, médias muito agregadas escondem variações de demanda que mudam a decisão. Por isso, quanto mais detalhada a base, mais consistente a análise.
Para comparar cenários, defina a situação atual como referência, crie alternativas com mudanças específicas e avalie cada uma pelo custo total e pelo nível de serviço. Assim, a decisão se apoia em números comparáveis.
O passo a passo costuma seguir esta ordem:
Em seguida, apresente as premissas junto com os resultados. Dessa maneira, quem decide entende como cada número foi construído.
Os erros mais comuns surgem na base da análise, e não no cálculo final:
Esses erros costumam aparecer quando a análise depende de planilhas isoladas, que dificultam a simulação de várias combinações ao mesmo tempo. Consequentemente, softwares analíticos ajudam a manter a consistência do estudo e permitem comparar mais alternativas em menos tempo.
Para estruturar esse tipo de análise, existem ferramentas dedicadas. O FOCS, ferramenta brasileira de otimização da cadeia de suprimentos, permite configurar parâmetros e restrições e simular cenários de malha. Quem deseja acompanhar esse processo passo a passo pode consultar a Imersão em FOCS | Desenho de Malha, um conteúdo em português com cerca de 1h20 de aulas práticas.
O desenho de malha define a estrutura da rede: onde ficam as unidades e como os fluxos se organizam. Já a roteirização define o caminho dos veículos no dia a dia. Ou seja, uma decisão é estratégica e a outra é operacional.
Não existe um prazo único. Uma prática comum é fazer uma revisão periódica e antecipar o estudo sempre que houver uma mudança relevante na demanda, nos custos ou na estrutura da empresa.
Conhecimentos básicos de logística e supply chain, além de noções de matemática e análise de dados, já ajudam a começar.
Quer revisar a malha logística da sua operação? Entre em contato com os nossos especialistas.
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